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Benefícios da moringa (Moringa oleifera) na alimentação humana

A Moringa (Moringa oleifera), nativa da Índia cresce nas regiões tropicais e subtropicais do mundo e é uma planta altamente valorizada. Atualmente, utiliza-se na indústria de alimentos, farmacêutica e para outros fins industriais (1,2).

Constituintes nutricionais

A planta é rica em nutrientes devido à presença de uma variedade de fitoquímicos essenciais presentes em suas folhas, vagens e sementes. Acredita-se que a moringa forneça 7 vezes mais vitamina C do que laranja, 10 vezes mais vitamina A do que cenoura, 17 vezes mais cálcio do que leite, 9 vezes mais proteína do que iogurte, 15 vezes mais potássio do que banana e 25 vezes mais ferro do que espinafre, e essas características fazem com que a moringa seja nomeada como um “superalimento”(2,3).

Suas características nutricionais impressionam. Teixeira et al. (2014)(4) caracterizaram a farinha das folhas de moringa encontrando os seguintes constituintes: Proteína (28%), Lipídios (7 %), Cinzas (10 %), Carboidratos (44 %) além dos minerais (mg.100  g -1 ) Cálcio  (2,97), Magnésio (1,9), Zinco (1,58), Potássio (4,16), Ferro (103,12) e Cobre (3,38).

Além destes compostos, a moringa tem em sua constituição uma grande variedade de fitoquímicos, entre eles estão: taninos, esteróis, terpenóides, flavonóides, saponinas, antraquinonas, alcalóides e açúcares redutores presentes junto com agentes anticancerígenos como glucosinolatos , isotiocianatos , compostos glicosídeos e glicerol-1-9-octadecanoatoentre outros (2,4).

Benefícios na alimentação humana

Quando pensamos em suplementação por plantas, a possível toxicidade já surge na cabeça do consumidor, porém nenhum efeito adverso foi relatado em qualquer um dos estudos em humanos que foram conduzidos até o trabalho escrito por Stohs (2015) (5).

Muitos são os benefícios atrelados ao consumo de moringa, entre eles estão: propriedades antidiabéticas, anticancerígenas, ela pode ser usada como um potente neuroprotetor, tratando a demência melhorando assim a função colinérgica e a memória, também agindo na redução da acidez em úlceras gástricas, artrite, entre outros(2).

Atualmente, o consumo de moringa é feita a partir de cápsulas contendo o pó das folhas, porém para aqueles que tem a sorte de ter a planta no seu quintal, o pó pode ser feito através da desidratação das folhas ao sol ou no forno convencional usando eletrodomésticos econômicos, como um fogão, este processo pode ajudar a reter os nutrientes nas folhas sem alterações nos valores nutricionais (Os níveis de vitamina C são afetados pela desidratação) (2).

O consumo de pó das folhas de moringa se mostra um poderoso aliado à suplementação alimentar e pode ser uma alternativa de alimento para pessoas com baixo poder aquisitivo que em muitos casos não conseguem ter uma variação nutricional!

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Referências:

  1. Moyo B, Masika PJ, Hugo A, Muchenje V. Nutritional characterization of Moringa (Moringa oleifera Lam.) leaves. African J Biotechnol. 2011;10(60):12925–33.
  2. Gopalakrishnan L, Doriya K, Kumar DS. Moringa oleifera: A review on nutritive importance and its medicinal application. Food Sci Hum Wellness [Internet]. 2016;5(2):49–56. Available from: http://dx.doi.org/10.1016/j.fshw.2016.04.001
  3. Rockwood JL, Anderson BG, Casamatta D a. Potential uses of Moringa oleifera and an examination of antibiotic efficacy conferred by M. oleifera seed and leaf extacts using crude extraction techniques available to underserved indigenous populations. Int J Phytothearpy Res. 2013;3(2):61–71.
  4. Teixeira EMB, Carvalho MRB, Neves VA, Silva MA, Arantes-Pereira L. Chemical characteristics and fractionation of proteins from Moringa oleifera Lam. leaves. Food Chem [Internet]. 2014;147:51–4. Available from: http://dx.doi.org/10.1016/j.foodchem.2013.09.135
  5. Stohs SJ, Hartman MJ. Review of the safety and efficacy of Moringa oleifera. Phyther Res. 2015;29(6):796–804.

Diretor acadêmico e fundador da Agron Food Academy e mestrando em Alimentos e Nutrição pela UNESP, desenvolvendo filmes comestíveis probióticos, também possui experiência com o uso de óleos essências na indústria de alimentos, análises físico-químicas e microbiológicas, além da produção em indústrias frigoríficas