USO DE FITOTERAPICOS COM ATIVIDADE ANTI-HELMÍNTICA EM OVINOS

Resumo: As doenças parasitárias representam impacto negativo em potencial para a produção animal, comprometendo, muitas vezes, o processo de transformação dos produtos de origem animal, com perdas estimadas em 13,96 bilhões de dólares/ano, sendo mais da metade (U$ 7,10 bilhões) relacionadas somente aos nematoides gastrintestinais. A sensibilidade desses animais a estes parasitas tornou-se grande problema na produção devido a estas helmintoses ocorrerem por meio de infecções de várias espécies de parasitas do trato gastrintestinal. Além disso, causam sérios problemas sanitários como perda de peso, anemia, letargia, anorexia e até a morte, levando a prejuízos como diminuição da produção e aumento do valor do produto final. O controle dessas parasitoses é basicamente feito por meio de anti-helmínticos que permanece essencialmente com bases químicas. Decorrente do insuficiente repasse de tecnologia, ou mesmo de informações inadequadas referentes à frequência de tratamento e à utilização incorreta das drogas antiparasitárias em ovinos, foi observada grande diminuição da eficácia desses produtos nas principais regiões produtoras brasileiras, inclusive, com o aparecimento de cepas resistentes a vários grupos químicos disponíveis no mercado. Neste sentido, as pesquisas estão cada vez mais direcionadas à busca por tratamentos alternativos como, por exemplo, a fitoterapia. Produtos naturais quando vindos de espécies vegetais, apresentam grande importância no desenvolvimento de novos medicamentos. A fitoterapia pode trazer grandes benefícios ao produtor, consumidor e meio ambiente. No entanto, estudos in vivo são escassos e carecem de informações. Observa-se que as fontes científicas relacionadas aos fitoterápicos utilizados em ovinos ainda são escassas. Mas muitos autores que utilizaram fitoterápicos obtiveram um resultado satisfatório, sendo assim, é conclusivo que o uso de fitoterápicos no controle das helmintoses em ovinos pode se tornar uma alternativa positiva por ser um produto eficaz, geralmente de fácil acesso e baixo custo, todavia, estudos in vitro devem ser realizados e posteriormente in vivo na busca e validação de plantas que podem ser utilizadas.

Autores: Mateus Oliveira Mena, Ricardo Velludo Gomes de Soutello, Tábata Alves do Carmo, Isabela de Almeida Cipriano, Giordani Mascolli de Favare, Gabriel Jabismar Guelpa, Bruna Xavier David

DOI: https://doi.org/10.53934/9786599539633-134

Capítulo do livro:

Produção Animal e Vegetal: Inovações e Atualidades

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